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A
S T R
O L O
G I A NOSSO ORIXÁ É O ELEMENTO DE LIGAÇÃO ENTRE NÓS E OXALÁ ... conheça cada um dos orixás ... um pouco mais abaixo ... EXÚ - LÓGUNNÈDE - NANÃ - OBÁ - OBALUAYIÊ - OGUN - ÒRÚNMÌLÀ - OSSAIN - OXALÁ - OXÓSSI - OXUN - OXUMARÉ - OYÁ - TEMPO - XANGÔ - YEMANJÁ <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>> Raciocinando
diante de argumentos invenciveis ...
percebo e aprecio ... ((...
depois que notei que tinha capacidade de receber certos estimulos
Áries (21 de março
a 21 abril) <><> PALAVRAS DO MAGO <><> A ti, Áries, dou a primeira semente para que tenhas a honra de planta-la. Para cada semente que plantares, mais outro milhão de sementes se multiplicará em suas mãos. Não terás tempo de ver a semente crescer pois tudo o que plantares criará cada vez mais e mais para ser plantado. Tu serás o primeiro a penetrar o solo da mente humana levando Minha Idéia. Mas não cabe a ti alimentar e cuidar dessa Idéia, nem questioná-la. Tua vida é ação, e a única ação que te atribuo é a de dar o passo inicial para tornar os homens conscientes da Criação. Por este trabalho Eu te concedo a Virtude do Respeito por Si mesmo. <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> Touro (22 abril
a 21 maio) <><> PALAVRAS DO MAGO <><> Touro, a ti,Eu dou o poder de transformar a semente em substância. Grande é a tua tarefa, e requer paciência; pois tem que terminar tudo o que foi começado, para que as sementes não sejam desperdiçadas pelo vento. Não deves assim questionar, também não deves mudar de idéia no meio do caminho, nem depender dos outros para a execução do que te peço. Para isso Eu te concedo o Dom da Força. Trata de usa-la sabiamente. <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> Gêmeos (22 maio
a 21 junho) <><>
PALAVRAS
DO MAGO <><>
A ti, Gêmeos, Eu dou as perguntas sem respostas, para que possas levar
a todos um entendimento daquilo que o homem vê ao seu redor. Tu nunca
saberás porque os homens falam ou escutam, mas em tua busca pela resposta
encontrarás o Meu Dom reservado a Ti: O Conhecimento. <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> Câncer ( 22 junho
a 21 julho) <><>
PALAVRAS
DO MAGO <><>
A ti, Câncer, atribuo a tarefa de ensinar aos homens a emoção. Minha
idéia é que provoques neles risos e lágrimas, de modo que tudo o que
eles vejam e sintam desenvolva uma plenitude desde dentro. Para isso,
Eu te dou o Dom da Família, para que sua plenitude possa me multiplicar.
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21 agosto) <><> PALAVRAS DO MAGO <><> A ti, Leão, atribuo a tarefa de exibir ao mundo Minha Criação em todo o seu esplendor. Mas deves ter cuidado com o orgulho, e sempre lembrar que é Minha a criação e não tua. Se o esqueceres serás desprezado pelos homens. Há muita alegria em teu trabalho, basta fazê- lo bem. Para isso, Eu te concedo o Dom da Honra. <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> Virgem (22 de agosto
a 21 setembro) <><> PALAVRAS DO MAGO <><> A ti, Virgem, peço que empreendas um exame de tudo o que os homens fizerem com Minha Criação. Terás que observar com perspicácia os caminhos que percorrem, e lembrá- los de seus erros, de modo que através de ti minha Criação possa ser aperfeiçoada. Para que assim o faças, Eu te concedo o Dom da Pureza. <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> Libra ( 22 setembro
a 21 outubro) <><> PALAVRAS DO MAGO <><> A ti, Libra, dou a missão de servir, para que o homem esteja ciente de seus deveres para com os outros, para que ele possa aprender a cooperação, assim como a habilidade de refletir o outro lado de suas ações. Hei de te levar onde quer que haja discórdia, e por teus esforços te concederei o Dom do Amor. <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> Escorpião (22 outubro
a 21 novembro) <><>
PALAVRAS
DO MAGO <><>
A ti, Escorpião, darei uma tarefa muito difícil. Terás a habilidade
de conhecer a mente dos homens, mas não te darei permissão de falar
o que aprenderes. Muitas vezes te sentirás ferido por aquilo que vês
e em tua dor te voltarás contra Mim, esquecendo que não sou Eu, mas
a perversão de Minha Idéia, o que te faz sofrer. Verás tanto e tanto
do homem quanto animal, e lutarás tanto com os instintos em ti mesmo,
que perderás o teu caminho, mas, quando finalmente voltares, terei para
ti o Dom Supremo da Fidelidade. <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> Sagitário (22 de
novembro a 21 dezembro) <><>
PALAVRAS
DO MAGO <><>
A ti, Sagitário, eu peço que faças os homens rirem, pois entre as distorções
da Minha Idéia eles se tornam amargos. Através do riso darás aos homens
a esperança, e por ela voltarás seus olhos novamente para Mim. Chegarás
a ter muitas vidas, ainda que só por um momento, e em cada vida que
atingires, conhecerás a inquietação. A ti, Sagitário, darei o Dom da
Infinita Abundância, para que te possas expandir o bastante, até atingir
cada recanto onde haja escuridão e levar aí a luz . <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> Capricórnio (22
dezembro a 21 janeiro) <><>
PALAVRAS
DO MAGO <><>
De ti, Capricórnio, quero o suor de tua fonte, para que possas ensinar
aos homens o trabalho. Não é fácil tua tarefa, pois sentirás todo o
labor dos homens sobre teus ombros, mas pelo jugo de tua carga, te concedo
o Dom da Responsabilidade <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> Aquário (22 janeiro
a 21 fevereiro) <><>
PALAVRAS
DO MAGO <><>
A ti, Aquário, dou o conceito de futuro, para que através de ti, o homem
possa ver outras possibilidades. Terás a dor da solidão, pois não te
permito personalizar o Meu amor. Para que possas voltar os olhares humanos
em direção a novas possibilidades Eu te concedo o Dom da Liberdade,
de modo que, livre, possas continuar a servir a humanidade onde quer
que ela esteja. <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> Peixes (22 fevevereiro
a 20 março) <><> PALAVRAS DO MAGO <><> E finalmente, a ti, Peixes, dou a mais difícil de todas as tarefas. Peço- te que reúnas todas as tristezas dos homens e as traga de volta para Mim. Tuas lágrimas serão, no fundo, Minhas lágrimas. A tristeza e o padecimento que terás de absorver são o efeito das distorções impostas pelo homem à Minha Idéia, mas cabe a ti levar até ele a compaixão, para que possa tentar de novo. Por esta tarefa eu te concedo o Dom mais alto de todos: tu serás o único de Meus doze filhos que Me compreenderá. Mas este Dom do Entendimento é só para ti, Peixes, pois quando tentares difundi- lo entre os homens, eles não te escutarão. <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> ...
verifique as suas características ... DIA 1 <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> HORÓSCOPO EGÍPCIO Confira
na tabela abaixo <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> Deusa
Bastet Deusa
Sekhmet Deusa
Maat <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> NOSSO
ORIXÁ É O ELEMENTO DE LIGAÇÃO Há que se separar sempre, duas situações dos Orixás: o histórico (com todas suas lendas) e o divinizado, para que não se caia, em profunda confusão. Ao todo são 401 orixás que compõe o panteão africano. Sendo objeto desta obra, os mais cultuados atualmente no Brasil, e de acordo com o título, uma religião a serviço do povo, os de maior interesse pela nossa própria necessidade, maior conhecimento e interação. Levando sempre em consideração que são nominados na linguagem yorubana. Existe uma subdivisão, entre os orixás, que os diferencia e identifica, de uma forma mais individual, mesmo dentro do seu grupo, que é denominado "qualidade" do orixá, cabe uma explicação mais aprofundada; cada pessoa tem um orixá individual, único e exclusivo, não existem dois orixás iguais em toda terra, e todos possuímos, o que chamamos de "cuia' , formada por sete orixás, sendo um principal, chamado de "frente" - o dono do Orí - , o segundo "ajuntó", os demais: "proteção", "carrego", "alicerce" e "cumieira". A cada orixá, as qualidades variam de acordo com a nação que se pratica (kêto, gêge, angola, ijexá, fon...), essas qualidades exprimem situações desses orixás, que podem ser, títulos honoríficos (caso de Xangô), tipos de animais, lugares, situações, formas ... os sete orixás que formam a "cuia" de cada pessoa, com as suas mais diversas qualidades, formam entre si, uma combinação matemática, quase que infinita, o que propicia a cada indivíduo, um orixá único, sem outro igual. A título de exemplo, pegamos uma pessoa que tenha como 1º santo Xangô Aganjú, e ajuntó Oyá Igbalè; para haver um outro com esses dois orixás nesta ordem e qualidades não é difícil, mas que toda a "cuia" coincida, já é muito difícil, mas que todos seus orixás do 1º ao 7º coincidam, a ainda com todas as qualidades exatamente iguais, é totalmente impossível, em algum dos orixás que compõem sua "cuia" haverá no mínimo uma diferença que seja da "qualidade". A determinação desta "qualidade" varia também de casa para casa, particularmente a defino, muito em função do "ajuntó" e sucessivamente; bem como sou adepto, que cada pessoa deva ter como 1º e 2º orixá um "pai" e uma "mãe" ou vice-versa, não como regra, mas como equilíbrio, como tudo na natureza, pelo que permeia as religiões, quer sejam a lógica e o bom senso, e ainda as respostas e formações que o jogo de búzios, pela sua forma de leitura por odú e com "sincas", mostra em sua grande maioria. INCORPORAÇÃO E POSSESSÃO Assunto polêmico até mesmo entre os adeptos, o qual dá margem, a interpretações e atitudes, erradas, exageradas e equivocadas, dentro e fora da comunidade. Duas situações de extrema seriedade, normatizam e definem na sua essência a "incorporação" pelo orixá do seu "filho", lista na categoria dos adoxús, aqueles que "sentem" o orixá: 1º - A Lei de Deus não permite, em momento ou instante algum, que o ser humano, não esteja sempre em condições de exercer seu livre arbítrio, ou seja, comandar a si mesmo. 2º - Este mesmo livre arbítrio está presente em todas as horas e situações no Candomblé, e, como dissemos, o orixá, é uma energia pura da natureza. "Os Orixás foram criados por olorun (olo=senhor, criador ; orun = espaço celeste/ astral, o além, outro plano) para regerem cada um determinado setor da natureza e paralelamente um setor da natureza humana." Portanto, o que sentem os adoxúns quando "incorporados", é uma forte vibração dessa energia, que no primeiro impacto, é muito forte e com o decorrer do tempo de "incorporação", vai enfraquecendo, para explicar melhor ao leigo, é como uma forma de "encanto", motivo pelo qual a atitude, de quando ainda a pessoa é iniciada, não abre os olhos ou fala, pois se o fizer, some o "encanto", com o passar dos anos, este orixá "incorporado" assume algumas atitudes independentes, pelo seu próprio amadurecimento e compreensão desta forma de energia . O que varia bastante de pessoa para pessoa, é a intensidade dessa energia, e, como se sente, quando está sob esse efeito. A única possibilidade, fora disso, para uma perda de consciência, é de que, na África, conforme consta em alguns livros, eram ministrados aos iniciados (mas somente nesta fase) um tipo de beberagem. Composta de plantas que teriam este poder, da pessoa ficar num estado de letargia ou sub-consciência. Esta mesma premissa se aplica, às "incorporações" da Umbanda, aforante o 2º tópico, em que as entidades, são eguns, ou sejam pessoas que passaram pela vida, mas mesmo assim segue o 1º tópico. "Terá Orixá forte quem deixar seu Orixá forte através da conduta e obrigação ritualística." <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> E X Ú Conhecido como Elegbára (ele=dono, senhor ; agbara=poder), contém muitas definições e funções: Exú Elegbára = senhor do poder Exú Yangi = pedra vermelha de laterita, primeira protoforma existente - água + terra - Exú Àgbá = pai-ancestre (representação coletiva de todos os exús individuais) Exú Obá - rei-de-todos Exú Alakétu = título dado a exú pelos kétu da Bahia - rei do povo Kétu - Exú Elebo = senhor-das-oferendas Exú Ojìse-ebo = encarregado-e-transportador de oferendas Exú Elérú = senhor do erú (carrego) Exú Olòbe = proprietário e senhor da faca Exú Enú-gbárijo = explicitador de mensagens Exú Bara = o rei do corpo (obá + ara) (princípio de vida individual) Exú Odara = aquele que guia (mostra o caminho, vai na frente) Exú é o 1º nascido da existência e, como tal, o símbolo do elemento procriado. Mensageiro dos orixás , elemento de ligação entre as divindades e os homens, a um tempo mais próximo do mundo terreno e mais perto do elevadíssimo espaço celeste por onde transita Òrúnmìlà, é um orixá, é sempre a primeira divindade a receber as oferendas, justamente para que atue como um aliado e não como um rival que perturbe os procedimentos místicos desenvolvidos durante os rituais. Coerente com seu lugar mítico privilegiado, é ele que abre esse "corpus mitopoético" . Princípio dinâmico e princípio da existência individualizada, Exú não pode ser isolado ou classificado em nenhuma das categorias. Ele é como o axé (que ele representa e transporta), participa forçosamente de tudo. Segundo Ifá cada um tem seu próprio exú e seu próprio Olorún em seu corpo. O nome de exú é conhecido, invocado e cultuado junto ao orixá. E é Ifá quem revela e permite-nos sabê-lo. O Òkòtó representa o crescimento Agbárá - poder que permite a cada um se mobilizar e desenvolver suas funções e seus destinos. Por isso recebe o título de Elegbára (senhor do poder). Quem delegou esse poder à exú foi Olorún ao entregar-lhe o àdó-iràn , a cabaça que contém a força que se propaga. Esta cabaça está presente em seus "assentos", é uma cabaça de pescoço grande, e basta exú apontá-la a algo para transmitir seu axé. Exú Elegbára é o companheiro de Ogun. Exú Yangi, pedra vermelha de laterita, pedaços de laterita cravados na terra, indicam o lugar de culto à Exú. Yangi é a representação mais importante de Exú e, é assim invocado: EXÚ YANGI OBÁ BABÁ EXÚ EXÚ YANGI rei, pai de todos os Exú. Exú Yangi é o Exú ancestre, o Exú Agbá. Oxé-tuwá, representante direto de exú, simboliza um de seus aspectos mais importantes, o de ser encarregado e transportador das oferendas, Òjise-ebo. Exú por ser resultado da interação de um par, é o portador mítico do sêmen e do útero ancestral e como princípio de vida individualizada ele sintetiza os dois, É por isso que frequentemente, e, é representado pela forma de um par, uma figura masculina e uma feminina, unidos por fileiras de búzios. Exú está profundamente ligado à atividade sexual. Representados por um falo (pênis), ou suas representações simbólicas como: os penteados de forma fálica, sua arma, o ogó - bastão em forma de pênis -, sua lança; já as cabacinhas representam seus testículos. Exú também está representado com objetos à sua boca; dedo, cachimbo e principalmente flauta, que vem representar a atividade sexual, como absorção e expulsão, ingestão e restituição, com a flauta Exú chama seus descendentes. Portanto símbolo por excelência da fecundidade. Exú jamais toma a forma de procriador. Exú é cultuado tanto como lésè-égún, como lésè-orixá, e apenas por seu intermédio é possível cultuar os orixás e as Iyá-mi (mãe ancestre). Não é apenas Òjisé-ebo, mas principalmente Òjisé, o mensageiro, fazendo a comunicação entre tudo que é oposto. Com efeito a relação entre Exú e Ifá, é indiscutível, e Exú está representado em um dos principais emblemas característicos do culto à Ifá , o òpón, onde Exú tem sua representação em forma de rosto, de triângulos e losangos. É no seu papel de princípio dinâmico, de princípio de vida individual e de Òjise ou elemento de comunicação, que Exú Bará está indissoluvelmente ligado à evolução e ao destino de cada indivíduo. Como tal ele também é senhor dos caminhos Exú Olònà, e ele pode abri-los ou fechá-los. Exú fica à esquerda dos caminhos. O elemento procriado, é a prova do poder das Iyá-mi, é o pássaro, o Elèye. Exú foi o primeiro a usar ekódide (pena de uma espécie de papagaio) na cabeça, e foi isto que o tornou decano de todos os orixás. Alguém que coloca ekódide na cabeça sem necessidade, provoca a cólera de Exú. Enganosamente ou mal intencionados, os primeiros missionários que chegaram à África, compararam-no ao diabo, por algumas de suas formas, artimanhas e poderes atribuídos. Ele tem as qualidades dos seus defeitos, pois é dinâmico e jovial, havendo mesmo pessoas na África que usam orgulhosamente nomes como Èxúbíyìí (concebido por exú), ou Èxùtósìn (Exú merece ser adorado). Como personagem histórica, Exú teria sido um dos companheiros de Odùduà, quando da sua chegada à Ifé, e chamava-se Exú Obasin. Tornou-se mais tarde, um dos assistentes de Orúnmilá, que preside a adivinhação pelo sistema de Ifá. Segundo Epega, Exú, tornou-se rei de Kêto sob o nome de Exú Alákétu. É Exú que supervisiona as atividades do rei em cada cidade: o de Oyó é chamado Exú Akesan. Como orixá, diz-se que veio ao mundo com um porrete, chamado, ogó, que teria a propriedade de transportá-lo, a centenas de quilômetros e de atrair, por um poder magnético, objetos situados a distâncias igualmente grandes. QUALIDADES: 1) Elegbára 2) Alákétu 3) Laalu 4) Jelu 5) Run danto 6) Tiriri 7) Lonan 8) Jele bara 9) Anan ou Inan 10) Bará 11) Jigidi 12) Mavambo 13) Embeberekete 14) Sinza Muzila 15) Sandú 16) Baragbo 17) Akesan 18) Baralajki 19) Betire 20) Lamu Bata 21) Okanlelogun <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> L Ó G U N N È D E Erinlè teria tido, com Oxum Yéyépondá, um filho chamado Lógunède, cujo culto se faz ainda, mas raramente em Ilexá. No Brasil tem numerosos adeptos. Tem por particularidade viver seis meses do ano sobre a terra, comendo caça, e os outros seis meses, sob as águas de rio, comendo peixe. Seria também alternadamente nestes períodos, masculino e feminino respectivamente, razão pela qual, seus filhos alteram períodos distintos durante o ano, ou até mesmo durante o dia , de alteração de humor, gosto, vontade, sendo mais distinto, longos períodos (duram mais ou menos seis meses cada), em que adota, de uma forma mais preponderante (nunca totalmente, apenas prevalece mais uma sobre a outra), ora as caraterísticas de seu pai oxóssi, com espírito aventureiro (no sentido de viagens), desligado com padrões, roupas e cuidado específico com seu corpo; em outro aspecto, assume, da mesma forma já explicada, as características da sua mãe Oxum, sendo dócil, meigo, afável, carente, amoroso, sensível, brioso e trabalhador determinado. Valendo tanto para homens ou mulheres que tenham esse orixá. Sua cor é o azul turquesa com amarelo ouro. <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> N A N Ã A avó dos Orixás, também chamada Nanã Buruku (Buru = espírito ; Iku = morte). Vodum da lama, dos pântanos, seu símbolo, o Ibiiri (I-Biri = enrolou repentinamente ou Ibi = nascimento ; Ri = previamente), assemelha-se ao Sasará[xaxará] de Omolú, mas é voltado na ponta superior, forrado com as cores azul e branco ou roxo, incrustado de búzios. O feixe de nervuras de palmeira, que formam seu interior, bom como os búzios, representam seus descendentes (filhos), pois Nanà, é a grande genitora mítica. Também chamada de Nanà Burukè, Burukú, Ananburukú. No Daomé, aparece como a mãe Mawu (feminino) e Lisá (masculino), casal gerador da humanidade. Nos cultos brasileiros é considerada a mãe do todos orixás,é a mais velhas das águas; també orixá da chuva e da lama, que deu origem a terra. Tem também relações com a morte. Em certos mitos é considerada a esposa de Oxalá, e ainda mãe de Omolú e Oxumarè, orixás procedentes da mesma região que ela. A sua configuração de terra e lama: "A terra deve ser umedecida sempre que seca e quente, a umidade e o frescor representam a paz e o equilíbrio. Colocar água sobre a terra, significa não só fecundá-la, mas também restituir-lhe seu "sangue" branco com o qual ela "alimenta" e propicia tudo que nasce e cresce e, em decorrência os pedidos e rituais a serem realizados. Deitar água é iniciar e propiciar um ciclo." Sua ligação com água e lama, a associam à agricultura, à fertilidade, aos grãos. Ela recebe em seu seio os mortos que permitem o renascimento. Esse aspecto de conter e processar coisas em seu interior, esse segredo ou mistério que se opera em seu domínio é representado pelo azul, e sua capacidade genitora pelo branco. Os mortos e os ancestrais são seus filhos simbolizados pelas hastes de Atori (uma vara simbólica) de Odàn ou pelas nervuras das palmas de íguí-òpe. A relação de Nanà-Òkú òrun com a fertilidade é representado pelo uso abundante de cauris (búzios). Os cauris desprovidos dos seus moluscos, constituem os símbolos por excelência dos "dobles" espirituais e dos ancestrais. Brajás, ou Ìbàjá, filas de cauris enfiados dois a dois em pares opostos, cruzados em diagonais na frente e atrás, representam claramente o resultado da interação da direita e da esquerda, do masculino e feminino, passado (poente-atrás) e futuro (nascente-frente). Por causa de seu poder, a terra é invocada e chamada testemunhar em todos os tipos de pactos, particularmente nas iniciações e nas guardas dos segredos. Em caso de litígio ou traição, acredita-se que a terra fará justiça; Ké ilè jéèri que a terra testemunhe Sàáláre: òrisá láàre Orixá da justiça. Seus adeptos dançam com a dignidade que convém a uma senhoro idosa e respeitável. Seus movimentos lembram um andar lento e penoso, apoiado num bastão imaginário que os dançarinos, curvados para frente, parecem puxar para si. Em certos momentos, viram para o centro da roda e colocam seus punhos fechados, um sobre o outro, parecendo segurar um bastão. Sua saudação é Saluba. Na África, diversas são suas apresentações, nomes e indicações, variando muito de região para região. Qualidades: Ologbo, Borokun, Biodun, Asainán, Elegbe, Susure. <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> O B Á Orixá yoruba semelhante à Oya. Orixá do rio Obá, foi a terceira das esposas de Xangô, e também mulher de Ogum. Segundo uma lenda de Ifá "Obá era muito enérgica e forte, mais que alguns orixás masculinos, vencendo na luta, Oxalá, Xangô e Orunmilá. A rivalidade surgiu entre ela e Oxum. Esta jovem e elegante. Obá mais velha e sem muita vaidade, mas com pretensão ao amor de Xangô. Sabendo o quanto este era guloso, procurava sempre surpreender os segredos da receitas de cozinha utilizada por Oxum, que irritada decidiu-se pregar-lhe uma peça, quando um dia pediu-lhe que viesse assistir a preparação de determinado prato, que, segundo Oxum, Xangô, o esposo comum, adorava. Quando Obá chegou, Oxum, , estava com a cabeça coberta com um pano que lhe escondia as orelhas, e, cozinha uma sopa na qual boiavam dois cogumelos. Oxum mostrou dizendo que havia cortado as próprias orelhas, colocando na sopa, para preparar o prato predileto de Xangô. Quando lhe foi servido, tomou com apetite e satisfação, retirando-se, todo gentil na companhia de Oxum. Na semana seguinte que era a vez de Obá cuidar de Xangô, decidiu fazer a receita predileta de Xangô, cortou uma de suas orelhas e cozinhou com a sopa. Xangô ficou repugnado e furioso com a cena. Neste momento apareceu Oxum, retirou seu lenço, onde Obá viu que as orelhas de Oxum nunca haviam sido cortadas, sendo por esta caçoada, seguiu-se violenta luta corporal, Xangô mostrou toda sua irritação e furor. Oxum e Obá, fugiram apavoradas e transformaram-se nos rios que levam seus nomes. Motivo pelo qual, quando Obá se manifesta em alguma das suas iniciadas, leva a mão para cobrir a orelha esquerda, ou ata-se um torço (turbante), a fim de esconder uma das orelhas. Sua cor é vermelha. Sua saudação: Oba sire [Obá xirê]. QUALIDADES: 1) Obá Gideo 2) Obá Rewá <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> O B A L U
A Y I Ê Associado na África, onde houveram, e ainda ocasionalmente, grandes endemias e epidemias. Obalúayé; "Rei dono da Terra" , Omolu "Filho do Senhor", Sapata "Dono da Terra" são os nomes dados a Sànpònná (um título ligado a grande calor - o sol - també é conhecido como Babá Igbona = pai da quentura) deus da varíola e das doenças contagiosas, é ligado simbolicamente ao mundo dos mortos. Outra corrente os define como: Obaluaye: Obá - ilu; aiye; Rei, dono, senhor; da vida; na terra; Omolu; Omo-ilu; Rei, dono, senhor; da vida. Canjanjá na Angola. Sua dança o Opanijé (cuja tradução é: ele mata qualquer um e come), como um ser doente onde mostra suas feridas, o céu e a terra, sua lenda, em outras danças, dança curvado para frente, como que atormentado por dores, e imitam seu sofrimento, coceiras e tremores de febre. Seu "arma" (emblema) é o Xaxará (Sàsàrà), espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do dendezeiro, enfeitado com búzios e contas, em que ele capta das casas e das pessoas as energias negativas, bem como "varre" as doenças, impurezas e males sobrenaturais. Esta representação nos mostra sua ligação a terra, ao tronco e ramo das árvores, transporta assim o Asé (axé) preto, vermelho e branco. Está relacionado com o axé preto (terra), contido no segredo do "ventre fecundado" e com os espíritos contidos na terra. Sua contas como Omolu são vermelho, preto e branco, como Obaluayie o preto e branco, como Xapana, o preto e vermelho. Também usa o lagidiba, seu colar ritual feito de pequenos discos preto de chifre de búfalo cortado em rodelinhas, é usado para proteger de doenças e tem uma conotação de grau hierárquico. Faz muito uso dos cauris (búzios) em seu brajá (colar de búzios) e nos paramentos. Em uma região é ligado a riqueza e patrono dos cauris e conjunto de 16 búzios + 1 da leitura esotérica "érindílogun". Owó nlá bànbà - Dinheiro(cauris)grande, imenso ójísè owó nlá bànlà - Mensageiro da riqueza owó nlá bànbà - dinheiro grande, imenso Na Nigéria os owo érindínlogun adoram Obaluaiyé e usam, no punho esquerdo, uma tira de Igbosu (pano africano) onde são costurados cauris esó. Sua Saudação é "Atoto" quer dizer; Silêncio, escutai; hora da devoção. Sua vestimenta é feita de ìko , é uma fibra de ráfia extraida do Igí-Ògòrò, a "palha da costa" , elemento de grande significado ritualístico, principalmente em ritos ligados a morte e o sobrenatural, sua presença indica que algo deve ficar oculto. É composta de duas partes o "Filá" e o "Azé", a primeira parte, a de cima que cobre a cabeça é uma espécie de capuz trançado de palha da costa, acrescido de palhas em toda sua volta, que passam da cintura, o Azé , seu asó-ìko (roupa de palha) é uma saia de palha da costa que vai até os pés em alguns casos, em outros, acima dos joelhos, por baixo desta saia vai um Xokotô, espécie de calça, também chamado "cauçulú", em que oculta o mistério da morte e do renascimento. Nesta vestimenta acompanha algumas cabaças penduradas, onde supostamente carrega seus remédios. Ao vestir-se com ìko e cauris, revela sua importância e ligação com a morte. Sua festa anual é o Olubajé, (Olu-aquele que, ba-aceita, jé-comer ; ou ainda aquele-que-come), são feitas oferendas e são servidas suas comidas votivas, seus "filhos" devidamente "incorporados" e paramentados oferecem as mesmas aos convidados/assistentes desta festa, em folhas de bananeira ou mamona. Suas quizilas (proibições) mudam de casa para casa, e de nação para nação; carneiro, peixe de rio de couro, caranguejo, carne de porco, pipoca, jaca... Tido como filho de Nana, no Brasil, sua origem, forma, nome e culto na África é bastante variado, de acordo com a região, essa variação de nomes é de conformidade com a região, Obaluaê/Xapanã em Tapá (nupê) chegando ao território mahi ao norte do Daomé; Sapata é sua versão fon, trazido pelos nagôs. Em alguns lugares se misturam em outros são deuses distintos, confundido até com Nana Buruku; Omolu em keto e Abeokutá. Seu parentesco com Oxumare e Iroko é observado em Keto (vindo de Aisê segundo uns e Adja Popo segundo outros), onde pode se ver uma lança (oko Omolu) cravada na terra, esculpida em madeira onde figuram esses tres personagens superpostas, também em Fita próximo de Pahougnan, território Mahi, onde o rei Oba Sereju, recebera o fetiche Moru, tres fetiches ao mesmo tempo Moru (Omolu), Dan (Oxumare) e seu filho Loko (Iroko). QUALIDADES Jagun Agbagba (ligação com Oyá) Omolu Obaluayie Soponna/Sapata/Sakpatá Afoman/Akavan/Kavungo (ligação com Exú) afomo; contagiante,infeccioso Savalu/Sapekó (ligação com Nana) Dasa Arinwarun (wariwaru) título de xapanan Azonsu/Ajansu/Ajunsu (ligação com Oxalá, Oxumare) Azoani (ligação com Yemanjá e Oyá) Posun/Posuru Agoro Tetu/Etetu Topodun Paru Arawe/Arapaná(ligação com oyá) Ajoji/Ajagun (ligação com Ogun, Oxagian) Avimaje/Ajiuziun (ligação com Nana, Ossain) Ahoye Aruaje Ahosuji/Segí (Ligação com Yemanjá, Oxumare/Besén <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> O G U N Filho de Yemanjá ou Oduá com Oxalá. Está ligado ao mistério das árvores, consequentemente à Oxalá. Seu "assento" está ao pé de um Igí-uyeuè (cajazeira) no Brasil, onde um adàn, akòko ou Àràbà na Nigéria e no Daomé, e rodeado por uma cerca de peregun. Podendo também ficar ao pé do Igí-òpé cujo tronco simboliza a matéria individualizada dos funfun (orixás do branco, particularmente Oxalá), que as folhas brotadas sobre os ramos ou troncos, simbolizam descendentes e que o màrìwò é a representação mais simbólica de Ogún. Akóro Ko l'axo Akóro não tem roupas Màrìwò l'axo Ogún o! Màrìwò veste Ogún Màrìwò Màrìwò Ogún data de tempos proto-históricos, é pré-histórico, violento e pioneiro; suas armas são primeiro de pedra, depois o ferro. Sua primogenitora converte-o em quase irmão gêmeo de Exú. Deus da guerra, imagem arquetípica do soldado, Ogún é também o deus do ferro, da metalurgia. Do ferreiro ao cirurgião, todos os que utilizam instrumentos de ferro (e o aço por consequencia) em seu trabalho: agricultores, caçadores, açougueiro, barbeiros, marceneiros, carpinteiros, escultores e outros que juntaram-se ao grupo desde o início do século, mecânicos e motoristas; rendem homenagem à Ogún. Nesse sentido ele é o arquétipo da conquista da civilização humana, consolidada na idade do ferro. Orixá de personalidade violenta, obstinada, constante, viril, disciplinada, quando não rígida. Na sua estreita relação, com a natureza humana, na qual é o regente dos "caminhos" no seu sentido de trabalho, oportunidades profissionais, e ao mesmo tempo "guardião" da casa, é expressa em sua cantiga: Ogún á jó (Ogún dançará) e màrìwò (fronde da palmeira, usada como sua roupa) Ogún Akòró e màrìwò Iwó a gba 'lé bg'ònà (ele ocupará a casa e o caminho) Ogun á jó e màrìwò màá tú yeye (fronde da palmeira cresça) Akóro pa lónìí ó Pa o jàre pa léle pa Ogún pa o jàre Akóro - uma qualidade de Ogún Nesta cantiga se faz referência à pa lónìí - corta hoje Pa o jàre - corte-o, por favor Léle - completamente Nesta toada está se pedindo para Ogun abrir os caminhos, pa : vai cortando, desembaraçando o caminho. Uma outra tradução, fala em matar, de quando os orixás vinham a cavalo, na guerra, e que eles brigavam. Historicamente, teria sido o filho mais velho de Odùduà, o fundador de Ifé, usando o título de Oniré (Rei de Irê), por se apossar da cidade de Irê, matando seu rei; usava uma diadema, chamada àkòró , e isso lhe valeu ser saudado, até hoje, sob os nomes de Ogún Oniré e Ogún Aláàkòró, inclusive no Brasil, trazidos pelos descendentes dos yorubás. Ogún é único, mas, em Irê, diz-se que ele é composto de sete partes. Ogún méjeje lóòde Iré, frase que faz alusão às sete aldeias , hoje desaparecidas, que existiriam em volta de Irê. O número sete é associado à Ogún e ele ;e representado nos lugares que lhe são consagrados, por instrumentos de ferro, em número de sete, catorze ou vinte e um, pendurados numa haste horizontal, também de ferro: lança, espada, enxada, torquês, facão, ponta de flecha e enxó, símbolos de suas atividades. Uma história de Ifá, explica como o número 7 foi relacionado a Ogún e o número 9 a Oyá. "Oyá era a companheira de Ogún antes de se tornar a mulher de Xangô. Ela ajudava o deus dos ferreiros no seu trabalho; carregava docilmente seus instrumentos, da casa à oficina, e aí ela manejava o fole para ativar o fogo da forja. Um dia, Ogún ofereceu à Oyá uma vara de ferro, semelhante a uma de sua propriedade, e que tinha o dom de dividir em sete partes os homens e em nove as mulheres que por ela fossem tocados no decorrer de uma briga. Xangô gostava de vir sentar-se à forja a fim de apreciar Ogún bater o ferro e, frequentemente, lançava olhares a Oyá; esta, por seu lado, também o olhava furtivamente. Xangô era muito elegante, seus cabelos eram trançados e usava brincos, colares e pulseiras. Sua imponência e seu poder impressionaram Oyá. Aconteceu, então, o que era de esperar: um belo dia, ela fugiu com ele. Ogún lançou-se à sua perseguição, encontrou os fugitivos e brandiu sua vara mágica. Oyá fez o mesmo e eles se tocaram ao mesmo tempo. E, assim, Ogún foi dividido em sete partes e Oyá, em nove, recebendo ele o nome de Ogún Mejé e ela o de Yansã, cuja origem vem de Iyámésan - 'a mãe (transformada em) nove'." Sua cor é o azul escuro, é o primeiro a ser saudado depois que exu é "despachado" (ritual que antecede os Xirés - ocasião festiva, que as casas de candomblé, cantam para todos os orixás - que este tipo de exú, na sua forma negativa de maldoso, funcionando também como uma espécie de guardião do ritual, contra outros tipos de espíritos "não iluminados", não perturbe e não deixe, perturbarem o culto). É sempre Ogún que desfila na frente, "abrindo caminho" para os outros orixás (mais uma vez, a indicação da sua função de abrir caminhos), quando eles entram no Ilê nos dias de festa, manifestados e vestidos com suas roupas simbólicas. QUALIDADES: 1) Onire 2) Alagbede 3) Já 4) Omini 5) Wari 6) Eroto ndo 7) Akoro Onigbe <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> Ò R Ú N M
Ì L À Deus do destino, regente dos oráculos, Òrúnmìlà é um outro nome de Ifá. NÀO É ORIXÁ. Encontra-se num plano mítico e simbólico superior ao dos outros orixás. Se Olórún é o ser supremo dos yorubás, o nome que dão ao Absoluto, Òrúnmìlà é a sua emanação mais transcendente, mais distanciada dos acontecimentos do mundo sub-lunar. ............... Ritual de Òrúnmìlà é extremamente rico e complexo e atesta a profundidade da tradição yorubá preservada, em alguns lugares no Brasil, tornando-o de fato equivalente, em riqueza mítica e simbólica. Na tradição de Ifé é o primeiro companheiro e "Chefe Conselheiro" de Odùduà quando da sua chegada à Ifé. Outras fontes dizem que ele estava instalado em um lugar chamado Òkè Igèti antes de vir fixar-se em Òkè Itase, uma colina em Ifé onde mora Àràbà, a mais alta autoridade em matéria de adivinhação, pelo sistema chamado Ifá. É também chamado Àgbónmìrégún ou Èlà. É o testemunho do destino das pessoas e, por esta razão, é chamado Eléèrì Ìpín. Os babalaôs (pais do segredo), são os porta vozes de Orunmilá, que não é Orixá nem ebora. A iniciação de um babalaô não comporta a perda momentânea de consciência que acompanha a dos orixás. Não se trata de ressucitar no incosciente do babalaô o "eu perdido", correspondente à personalidade do ancestral divinizado. É uma iniciação totalmente intelectual. Ele deve passar um longo período de aprendizagem, de conhecimentos precisos,em que a memória, principalmente, entra em jogo. Precisa aprender uma quantidades de Itans (histórias) e de lendas antigas, classificadas nos duzentos e cincoenta e seis odú (signos de Ifá), cujo conjunto forma uma espécie de enciclopédia oral dos conhecimentos do povo de língua yorubá. Todo indivíduo nasceu ligado a um desses 256 odú. No momento do nascimento de uma criança, os pais pedem ao babalaô para indicar a que odú a criança está ligada. O odú dá a conhecer a identidade profunda de cada pessoa, serve-lhe de guia na vida, revela-lhe o orixá particular ao qual ele deve eventualmente ser dedicada, além do da família, e dá-lhe outras indicações que a ajudarão a comportar-se com segurança e sucesso na vida. Dois sistemas permitem ao babalaô encontrar o signo de Ifá que está sendo procurado, chave do problema que lhe apresenta o consulente. Um deles é bastante elaborado, manipula-se de acordo com certas regras, dezesseis caroços dos frutos do dendezeiro, chamados "coco de Ifá", os ikin ifá, o outro é mais simples e consiste em utilizar um opele ifá, uma corrente onde estão enfiadas oito metadas do caroço de uma certa fruta. Um odú de ifá é formado pelo conjunto de duas colunas verticais e paralelas, de quatro índices cada uma; cada índice compõe-se de um traço vertical ou de dois traços verticais. Há dezesseis combinações possíveis para cada uma das colunas e cada uma delas tem um nome. 1) Ogbè 2) Oyèkú 3) Ìwòri 4) Òdí 5) Ìrosùn 6) Òwónrín 7) Òbàrà 8) Òkànràn 9) Ògúndà 10) Òsá 11) Ìká 12) Òtúrúpòn 13) Òtúrá 14) Ìrètè 15) Òxé 16) Òfún Cada um desses dezesseis nomes justapostos, com eles mesmos ou com algum dos quinze outros, forma o nome de um dos duzentos e cincoenta e seis odú. Orunmila embora não seja um orixá, participa muitas vezes nas histórias de Ifá, da vida e das aventuras dos deuses yorubás. <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> O S S A I
N É a divindade das folhas medicinais e litúrgicas. A sua importância é fundamental, pois nenhuma cerimônia pode ser feita sem a sua presença, sendo ele o detentor do axé - o poder - imprescindível até mesmo aos próprios deuses. As folhas nascidas das árvores e as plantas constituem uma emanação direta do poder sobrenatural da terra fertilizada pela chuva (água-sêmem) e, com esse poder, a ação das folhas podem ser múltiplos, para diversos fins. As folhas como as escamas e penas, são e representam o procriado. Elas representam o "sangue-preto", axé do culto. OSSAIN possui um poder ao mesmo tempo benéfico e perigoso. O Eye é um pássaro que o representa, o Igbá Òsányin é seu emblema, confeccionado com ferro, e simboliza uma árvore de sete ramos com um pássaro em sua haste central, o ferro reforça a ligação com o axé do preto mineral, e o pássaro é a relação folha-pena e elemento procriado. Nada se faz no candomblé sem este orixá, as folhas sagradas, para tudo se usa, na iniciação há um borí específico para Ossain, a cabeça do neófito é lavada com um líquido composto de folhas associadas a diversos orixás, mas dependentes, em última instância, para seu efeito, da colaboração de Ossain. Há um encarregado de recolher as folhas frescas no mato e prepará-las, é chamado olósàyin. Uma lenda explica a divisão das suas folhas com os outros orixás: "Ossain havia recebido de Olodumaré o segredo das ervas. Estas eram de sua propriedade e ele não as dava a ninguém, até o dia em que Xangô se queixou à sua mulher, Oyá , senhora dos ventos, de que somente Ossain conhecia o segredo de cada uma dessas folhas e que os outros orixás estavam no mundo sem possuir nenhuma planta. Oyá levantou as saias e agitou-as impetuosamente. Um vento violento começou a soprar. Ossain guardava o segredo das ervas numa cabaça pendurada num galho de árvore. Quando viu o que vento havia soltado a cabaça, e , que esta tinha se quebrado ao bater no chão, ele gritou 'Ewé O! Ewé O!' - 'Oh! As folhas! Oh! As folhas! -, mas não pode impedir que os orixás as pegassem e as repartissem entre si. A colheita das folhas deve ser feita com extremo cuidado, para não destruir a árvore que as dá, e que possam se renovar, seguindo um preceito próprio, para entrar no seu reino, fazer a colheita e prepará-las. Ossain vive na floresta, em companhia de Àrònì, um anãozinho, que tem uma única perna, e fuma um cachimbo feito de casca de caracol. Por causa dessa união com Àrònì, Ossain é saudado "Holá!" - proprietário-de-uma-única-perna-que-como-o-proprietário-de-duas-pernas! - alusão às oferendas de galos e pombos que possuem duas patas, feitas a Ossain Àrònì que possui apenas uma perna; razão pela qual no ato se "cravejar" tira-se apenas, uma perna do animal. Suas cores são verde e branco. <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> O X A L Á É inconteste sua posição única de “pai” dos Orixás Lembá, Kassulembá, Lambaranganga, Lembadilè, Oulissa, Oulisasa, Obatalá, Orìsànlá, Orixalá muitos são seus nomes, cuja variação mais uma vez, se dá em virtude da região na África que é conhecido. Mais importante e elevado deus iorubá, o primeiro criado por Olodumaré (O Deus supremo), é um orixá funfún (do branco). QUALIDADES: OXALÁ : oxalá (o sol); oxaguian (o nascer do sol); oxanyin (oxalá moço); oxadinhan (oxalá moço); oxagiriyan (oxalá feminino); oulissa (oxalá no gege); oxalufan ( oxalá velho); oxá olokun (oxalá do mar); orixalá (oxalá do meio dia); obi-am (esposa de orixalá); orixá okô (oxalaá da agricultura); obá-okê – (oxalá da montanha); ora minhan (filho de odudua e obatalá); orixanlá (rei dos orixás); ifá (o espírito santo); canaburá (o nascer do dia), Obatalá, Odudua, Okin, Lulu, Ko, Oluiá Babá Roko, Babá Epe, Babá Lejugba, Akanjapriku, Ifuru, Kere, Babá Igbo, Ajaguna. Muitas são sua lendas e extensa é sua origem e história na África, matéria destinada aos estudiosos e mais aprofundados na religião Sendo os mais cultuados no Brasil, Oxalufon "o velho" e Oxaguian "o moço" na sua forma "guerreira" de Oxalá que carrega uma espada, cheio de vigor e nobreza, seu templo principal é em Ejigbo, onde ostenta o título de Eléèjìgbó, rei de Ejigbo. Na condição de velho e sábio, curvado ao peso dos anos, figura nobre e bondosa, carrega uma cajado em que se apoia, o Opaxoro, cajado de forte simbologia, utilizado para separação do Orun e o Ayié. No Brasil é o mais venerável e o mais venerado, sua cor é o branco, seu dia a Sexta-feira, motivo pelo qual os candomblecistas em geral usam roupa branca na Sexta-feira e na virada do ano, num claro respeito e devoção a Oxalá. Sua maior festa é uma cerimônia chamada "Águas de Oxalá" que diz respeito a sua lenda dos sete anos de encarceramento, culminando com a cerimônia do "Pilão de Oxaguian", para festejar a volta do pai. Esse respeito advém da sua condição delegada por Olorun, da criação e governo da humanidade. <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> O X Ó S S
I No grupo Òdé - caçadores - sobressai Oxóssi , está ligado à terra virgem. Possui muita importância em Kétu, torna-se Alákétu (Rei do Kétu). É àxèxè (princípio dos princípios) dos descendentes de Kétu. Os Oge (chifres de touro) fazem a comunicação entre o Aiyé e Orún, chamados de : Olugboohun - o senhor escuta a minha voz Ìrùkèrè (Èrùkèrè) - espécie de cetro feitos com pelos do rabo de touro, presos em um couro duro, constituindo um cabo, e revestido com um couro fino, ornado com contas e cauris (búzios). É um dos principais instrumentos dos caçadores e detém poderes sobrenaturais. Na África nem um caçador, se aventuraria, a ir à floresta sem seu ìrùkèrè. É preparado com pós e remédios de diversos tipos, assim como folhas e fragmentos triturados dos animais sacrificados. Antes de serem presas, as raízes dos pelos devem durante algum tempo, ficar imerso num pote com uma combinação de elementos que constituem um axé especial, que lhe conferirá suas atribuições necessárias. Não é apenas mais um emblema, tem o poder de manejar e controlar todo tipo de espíritos da floresta. Os pelos do rabo - parte posterior (poente) - representam os ancestrais, espíritos de animais e de todo tipo de espírito da floresta. Deus da caça, ligado às matas, irmão mais novo de Ogun, Odé é também parte dos orixás masculinos cujos princípios também são feitos de ferro. Alegre, jovial, expansivo e irrequieto, tem enorme popularidade na Bahia onde também é conhecido pelo nome de Oxóssi (Òxòósi). Na África teria sido o irmão caçula ou filho de Ogun, com importância, como protetor dos caçadores; na medicina, pois os caçadores passam grande parte de tempo em contato com Ossain na floresta, divindade das folhas terapêuticas e litúrgicas, e, aprendem com ele parte do seu poder; na ordem social, pois em suas caças e expedições, descobre lugar favorável à instalação de uma nova roça ou de um vilarejo, tonando-se assim o primeiro ocupante do lugar e senhor da terra onílè, com autoridade sobre os habitantes que venham a se instalar posteriormente; de ordem administrativa e policial, pois antigamente os caçadores odé, eram os únicos a possuir armas nos vilarejos, servindo também de guardas-noturnos òxó. O culto de Oxóssi encontra-se quase extinto na África mas bastante difundido no Novo mundo, tanto em Cuba como no Brasil, pois seus iniciados foram vendidos como escravos para esses países; Eles trouxeram consigo o conhecimento do ritual. Suas cores são azul esverdeado, seu símbolo, o ofá, um arco e flecha em ferro forjado (hoje, outros metais) e o erukere , insígnia de dignidade dos reis da África e que lembra ele ter sido rei de Kêto. QUALIDADES: 1) Orè ou Orèlúéré 2) Inlé ou Erinlè, ou ainda Age 3) Ibùalámo 4) Fayemi 5) Ondun 6) Asunara 7) Apala 8) Agbandada 9) Owala 10) Kusi 11) Ibuanun 12) Olumeye 13) Akanbi 14) Alapade 15) Mutalambo <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> O X U N Orixá originário da terra de Ijexá. Genitora por excelência, ligada particularmente à procriação. Deusa das águas doces, reina sobre os rios, também divindade do ouro e dos metais amarelos. Coquete e vaidosa, foi segunda esposa mde Xangô, tendo vivido anteriormente com Ogun, Orunmilá e Oxóssi. Maternal, carinhosa e muito afeita às crianças, amante da beleza e do adôrno. Também é chamada de Iyálòóde, título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre todas as mulheres da cidade. Seus axés são pedras do fundo do rio Oxum, jóias de cobre, no Brasil, pedras de rio e adornos de metal amarelo. Sua cor e contas, é amarelo-ouro, sua saudação: Ore Yèyé o!!!, chamemos a benevolência da mãe!!! Qualidades de Oxum: Abalu (a mais velha de todas) - ABALÔ (carrega ogum é uma iansã) Jumu ou Ijimu ( a mãe de todas, estreita ligação com as Ìyámi) Aboto ou Oxogbo (feminina e coquete, ajuda as mulheres terem filhos) Apara ( a mais jovem e guerreira) Ajagura (guerreira) Yeye Oga (velha e enquizilada) Yeye Petu Yeye Kare (guerreira) Yeye Oke (guerreira) Yeye Onira (guerreira) Yeye Oloko (vive nas florestas) Yeye ponda (esposa de Oxóssi Ibualama, guerreira e porta um leque) Yeye Merin ou Iberin (feminina e coquete) Yeye Àyálá ou Ìyánlá (a avó, que foi mulher de Ogum ) Yeye Lokun ou Pòpòlókun (que não desce sobre a cabeça de suas filhas) Yeye Odo (dos perdões) <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> O X U M A R É Simbolizado pela serpente. Sua tradução, quer dizer: arco íris, bem como uma versão, essencialmente masculino, e outra, como fêmea ou macho (Besèn e Frekuén). Besèn, a parte feminina de Oxumarè, que se transforma durante seis meses do ano (também evidenciado pela sua mudança de pele). Parente de Nanã e Obaluaiye, o que mostra sua relação com a terra e seus ancestrais. É a mobilidade e a atividade. Uma de suas obrigações, em suas múltiplas funções, é a de dirigir o movimento, é o senhor de tudo que é alongado. O cordão umbilical, que está sob o seu controle; é o símbolo da continuidade e permanência e, algumas vezes é representado por uma serpente que se enrosca e morde a própria cauda. Sua dupla natureza de macho e fêmea, é simbolizada pelas cores vermelha e azul que cercam o arco íris, ou, verde e amarelo dependendo da região. Também representa a riqueza, um dos benefícios mais apreciados no mundo dos yorubás. Seus iniciados usam brajás , longos colares de búzios, enfiados de maneira a parecer escamas de uma serpente, e trazer na mão um ebiri, espécie de vassoura feita com nervura das folhas de palmeira, ou Idan duas cobras em ferro forjado. Durante suas danças, apontam alternadamente para o céu e para a terra. Através do arco íris, se torna o elemento de ligação entre o céu e a terra, fazendo a ponte aiyé-orún, transporta mensagens e oferendas. No Dahomé, chama-se Dan, na nação Angola, como Angoro, sua saudação é Aroboboy. <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> O Y Á Iyá-mesan-òrun , seu Oríki, "mãe dos nove órun", Yásan. Conhecida no Brasil como Yansã, cujo nome advém de algumas formas prováveis: Oyamésàn - nove Oyas; usado como um dos nomes de Oya Ìyá omo mésàn, mãe de nove crianças, Iansã , que da lenda da criação da roupa de Egúngún por Oyá. Ìyámésàn "a mãe (transformada em) nove", que vem da história de Ifá, da sua relação com Ogun. Observe-se que em todas as formas, está relacionada com o número 9, indicativo principal do seu odú. Está associada ao ar, ao vento, a tempestade, ao relâmpago/raio (ar+movimento e fogo) e aos ancestrais (eguns). Na Nigéria ela é a deusa do rio Niger. Principal esposa de Xangô, impetuoso, guerreira e de forte personalidade, também rainha dos espíritos dos mortos, sendo reverenciada no culto dos eguns. Em yorubá, chama-se Odò Oya. Diz uma das lendas que Oya lamentava-se de não ter filhos, uma situação consequente da sua ignorância a respeito das suas proibições alimentares. Embora lhe fosse recomendado comer cabra, ela comia carneiro. Foi consultar um babalaô, que informou seu erro, lhe aconselhando a fazer oferendas, entra as quais deveria haver um tecido vermelho. Este pano, mais tarde, haveria de servir para confeccionar as vestimentas dos Egúngún. Tendo cumprido essa obrigação, Oya tornou-se mãe de nove crianças. Suas contas são vermelhas ou tijolo, o coral por excelência, o monjoló (uma espécie de conta africana, oriunda de lava vulcânica). Seus símbolos são: os chifres de búfalo, um alfanje, adaga, eruesin[eruexin] (confeccionado com pelos de rabo de cavalo, encravados em um cabo de cobre, utilizado para "espantar os eguns"). Afefe, o vento, a tempestade, acompanha Oya. QUALIDADES: 1) Oya Biniká 2) " Seno 3) " Abomi 4) " Gunán 5) " Bagán 6) " Onìrá 7) " Kodun 8) " Maganbelle 9) " Yapopo 10) " Onisoni 11) " Bagbure 12) " Tope 13) " Filiaba 14) " Semi 15) " Sinsirá 16) " Sire 17) " Gbale ou Igbale (aquela que retorna à terra) se subdividem em: a) Oya Funán b) " Fure c) " Guere d) " Toningbe e) " Fakarebo f) " De g) " Min h) " Lario i) " Adagangbará Essas Oya, estão ligadas ao culto dos mortos, quando dançam parecem expulsar as almas errantes com seus braços. Tem forte fundamento com Omulu , Ogun e Exú. <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> T E M P O O Tempo é tão importante que ele é um orixá (e os africanos a muito sabem disso). Tem um dito que diz "O tempo dá, o tempo tira, o tempo passa e a folha vira", muitas vezes precisamos que o tempo nos seja favorável, e outras não, quero dizer, precisamos de tempo curto ou longo, com o bom uso do tempo, muitas coisas se modificam, ou podemos modificar. Em geral na frente das grandes casas de Candomblé, principalmente em Salvador, existe uma grande árvore com raízes que saem do chão, e são envoltas com um grande Alá (pano branco), este é um Iroko, que é de fundamental necessidade a sua existência numa casa de Candomblé. Conhecido também como Loko , e no Brasil como orixá da Gameleira Branca, onde é feito seu ritual e suas oferendas, esta árvore foi trazida pelos africanos, mas pela sua existência com certa facilidade em regiões litorâneas, é possível que já existisse no Brasil. Este orixá não tem qualidades, é conhecido na angola como Maianga ou Maiongá. <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> X A N G Ô Xangô teria sido o terceiro Àlàáfìn Òyó - Rei de Oyó -, filho de Oranian e Torosi. Na África sob seus aspectos, histórico e divino. A filha de Elempe, rei dos Tapás, que havia firmado uma aliança com Oranian. Xangô cresceu no país de sua mãe, indo instalar-se mais tarde, em Kòso (Kossô), onde os habitantes não o aceitaram pelo seu caráter violento e imperioso; mas ele conseguiu, finalmente, impor-se por sua força. Em seguida, acompanhado pelo seu povo, dirigiu-se para Oyó, onde estabeleceu um bairro que recebeu o nome de Kossô. Conservou, assim, seu título de Obá Kòso, que, com o passar do tempo, veio a fazer parte de seus oríkì. Xangô, no seu aspecto divino, permanece filho de Oranian, divinizado porém, tendo Yamase como mãe e três divindades como esposas: Oyá, Oxum e Obá. Xangô é o irmão mais jovem, não somente de Dadá-Ajaká como também de Obaluaiyè. Entretanto, ao que parece, não são os vínculos de parentesco que permitem explicar a ligação entre ambos, mas sua origem comum em Tapá, lugar onde Obaluaiyè seria mais antigo que Xangô , e, por defer6encia para com o mais velho, em certas cidades com Seketê e Ifanhim são sempre feitas oferendas a Obaluayiè na véspera da celebração das cerimônias para Xangô. Xangô, é viril e atrevido, violento e justiceiro; castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores, razão do que de sobra, para ser denominado, deus da justiça. Os èdùn àrá (pedras de raio - na verdade, pedras neolíticas em forma de machado), são consideradas emanações de Xangô, e são colocadas sobre um odó - pilão de madeira esculpida -, consagrado à Xangô. Seu símbolo é oxé - machado de duas lâminas - lembra o símbolo de Zeus em Creta. Esse oxé parece ser a estilização de um personagem carregando o fogo sobre a cabeça; este fogo é, ao memso tempo, o duplo machado e lembra, de certa forma, a cerimônia chamada ajere, na qual os iniciados de Xangô devem carregar na cabeça uma vasilha cheia de furos, dentro da qual queima um fogo vivo; e, em uma outra cerimônia, chamada àkàrà, durante a Qua engolem mechas de algodão embebidas em azeite de dendê em combustão. É uma referência à lenda, segundo a qual Xangô tinha o poder de escarrar fogo graças a um talismã que ele pedira à Oyá buscar no território bariba. Os adeptos de Xangô , em cerimônias, seguram nas mãos o xéré , um instrumento musical utilizado apenas por eles (desde que autorizados), feito de uma cabaça alongada e contendo no seu interior pequenos grãos, que convenientemente sacudido, imita o ruído da chuva. Em algumas situações também usa um làbà - uma bolsa grande em couro ornamentado -, onde guardaria seus èdùn àrà, que lança sobre a terra durante as tempestades. Suas danças são acompanhadas por um tambor chamado bàtá (tem uma forma de ampulheta, com couro dos dois lados de tamanhos diferentes), são pendurados no pescoço por uma tira de couro, e seus tocadores, os olúbatá, que batem com uma tira de couro no lado menor do tambor, para fazer vibrar o instrumento, e com a mão fazem pressões mais ou menos fortes do outro lado, para obter os tosn da língua yorubá. No Recife, seu nome serve mesmo para designar o conjunto de cultos africanos. Suas cores são o vermelho e branco, e sua saudação é: Kawó kabiyèsílé ! - Venham ver o Rei descer sobre a terra!! Em sua dançá, o alujá , Xangô brande orgulhosamente seu oxé e assim que a cadência se acelera, ele faz um gesto de quem vai pegar num labá (sua bolsa) imaginário, as pedras de raio, e lançá-las sobre a terra. QUALIDADES: 1) Dadá 2) Afonjá 3) Lubé 4) Ogodo 5) Koso 6) Jakuta 7) Aganju 8) Baru 9) Oloroke 10) Airá Intile 11) Airá Igbonam 12) Airá Mofe ou Adjaos XANGO: AIRÁ (AGOYNHAM); AFONJÁ; AGANJÚ; AGOGO; BARU; ALAFIM Alguns constam ainda Oranian, que seria seu pai; Dadá seu irmào, Aganju um dos seus sucessores, Ogodo que segura dois oxés, sendo o seu èdùn àrà composto de dois gumes e é originário de tapá; Os Airá seriam muito velhos, sempre vestidos de branco e usando segi (contas azuis) em lugar dos corais vermelhos, e seriam originários da região de Savê. <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> Y E M A N J Á Ye + omo + eja = mãe dos filhos peixes, ou, Yèyé omo ejá (Mãe cujos filhos são peixes). O cristal representa seu poder genitor e sua interioridade (filhos contidos em si mesma). Representa a gestação e a procriação. Em alguns mitos considera-se mulher de Òrányàn (descendente de Oduá e fundador de Oyó) de quem ela concebeu Sàngó (Ancestre dicino da dinastia dos Àlàfin de Òyó). A mãe dos orixás, esposa de Òrìnsànlá. No Brasil é a deusa do mar, da água salgada, enquanto na Nigéria, a deusa de um rio, e orixá dos Egbá, onde existe o rio Yemoja. Também a deusa do encontro das águas do rio e do mar. A mais antiga é Iyá Sagba, que quer dizer, A Mãe que passeia sobre as ondas. Suas cores são o azul claro, branco e azul e o cristal, sua saudação, Odoyiá = Mãe do rio. Sábado é o seu dia consagrado, juntamente com outras divindades femininas. Sei dia consagrado é 2 de fevereiro. Segundo algumas fontes; Orixá dos rios e correntes, especialmente do Rio Ogun, na África seria folha de Obatalá e Oduduwá, casada com Oranyian, fundador mítico de Oyó, teria sido esposa de Aganjú, e com ele teve um filho Orùngan, que a violou e dela são descendentes outros quinze orixás: Dadá, Sangó, Ògún, Olokun, Olosá, Oyá, Òsun , Obá, Oko, Oke, Saponan; Òrun (sol) e Osupá (lua); Ososo e Aje Saluga (orixá da riqueza). Seus diversos nomes são relativos aos diferentes lugares profundos (ibù) do rio. Qualidades: 7 conhecidas, seus nomes diferem conforme região. 1) Yemoja Ogunte (esposa de Ogum Alagbedé) 2) Yemoja Saba (fiadeira de algodão, foi esposa de Orunmilá) 3) Yemoja Sesu/Susure (voluntariosa e respeitável, mensageira de olokun) 4) Yemoja Tuman/Aynu/Iewa 5) Yemoja Ataramogba/Iyáku (vive na espuma da ressaca da maré) 6) Iya Masemale/Iamasse (mãe de Xangô) 7) Awoyó/Iemowo (a mais velha de todas, esposa de Oxalá) EWÁ <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> ... o seu ... Anjo da Guarda ... o meu ... <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> J A N E I R
O 01 - Rochel <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> <<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>>><<<>><<<>>><<<>>><<<>>> F E V E R E
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