<<<>>> Nasceu em Santos/SP, aos 10 de janeiro de 1925. Radicada no Rio de Janeiro/RJ, desde 1943.

<<<>>> 1971 <> Freqüentou, no IAB, os seguintes cursos: "HISTÓRIA DA ARTE" - com os professores João Salgueiro e Carlos Cavalcanti; "FORMA E ESTRUTURA DA PINTURA MODERNA" - com a professora Maria de Lourdes Mader.
<<<>>> 1972 <> Freqüentou o Centro de Arte Contemporânea.
<<<>>> 1975 <> Freqüentou o Atelier do artista Plástico Abelardo Zaluar.
<<<>>> 1976 <> Foi aluna de Maria Laura Radspeller até 1952.
<<<>>> 1976 <> Voltou a freqüentar o IAB, onde recebeu aulas de "MODELO VIVO" e de "COMPOSIÇÃO", com a professora Isabela Sá Pereira.
<<<>>> 1979 <> Participou do X Salão de Belas Artes do Clube Naval - RJ.
<<<>>> 1982 <> Cursou, até 1985, no Museu de Arte Moderna, os seguintes cursos: "Pintura" - com Aluisio Carvão, "Aquarela" - com Gonçalo Ivo, "Filosofia" - com Léo Marques e "Análise de Obras de Arte" - com Walter Marques.
<<<>>> 1980 a 1987 <> Fez parte do GRUPO USINA - no atelier de Tancredo de Araújo.
<<<>>> 1980 a 1987 <> Freqüentou, no Museu Nacional de Belas Artes, os seguintes cursos: "Caligrafia Trágica na Pintura de Portinari"; "O Barroco Brasileiro; Imagens e Idéias" - Professora Lílian Prestes de Almeida; "O Orientalismo e suas Influências na Arte Brasileira" - Professora Bernardete Dias Cavalcante e "Técnicas e Linguagem da Aquarela" - Professor Gonçalo Ivo.

EXPOSIÇÕES
<<<>>> 1987 <> Centro de Arte Contemporânea - RJ - coletiva
<<<>>> 1987 <> ORAI - Galeria de Arte Petrópolis - RJ - coletiva
<<<>>> 1987 <> Centro de Cultura Aloysio Magalhães - Petrópolis - RJ - coletiva
<<<>>> 1981 <> XII Salão de Belas Artes do Clube Naval - RJ
<<<>>> 1982 <> XIII Salão de Belas Artes do Clube Naval - RJ - Medalha de ouro
<<<>>> 1986 <> Museu do Telefone - RJ - Menção honrosa - coletiva
<<<>>> 1987 <> "A Primeira Arrancada do Grupo Usina no Rio" - Othon Palace Hotel - RJ
<<<>>> 1989 <> 1ª Exposição Individual - Escritório de Arte Catherine Beltrão & Carvalho - RJ
<<<>>> 1990 <> 14º Salão Carioca de Arte - RJ - Menção Honrosa
<<<>>> 1990 <> Espaço Cultural Petrobrás RJ
<<<>>> 1992 <> XXII Salão de Belas Artes do Clube Naval - RJ
<<<>>> 1993 <> Instala-se no novo Atelier, na Rua Figueiredo Magalhães, 950/1001 - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ.

          Clô Escobar começou a pintar na maturidade. Seu interesse inicial foi pela Teoria da Arte, e num desses desvios do destino, viu-se um dia na sala de aula de Maria de Lourdes Mader, que lhe propôs dar forma a um arame. Diante dessa experiência, sentiu pela primeira vez o sinal da vocação e não cessou de caminhar e crescer. Teve a sorte de passar pelas mãos experientes e sábias de instrutores como Isabela Sá Pereira, Aluisio Carvão, Abelardo Zaluar, Gonçalo Ivo, Walter Marques e Maria Laura Radspeller. Não teve pressa em se apresentar individualmente, o que fez agora, neste escritório de arte (Caherine Beltrão Carvalho).
          A primeira fase de seu trabalho concentrou-se tematicamente na natureza morta, o que é um excelente pretexto para aperfeiçoar a composição e analisar espacialmente a forma em função da cor.
          Paralelamente, trabalhou sobre a figura humana e este tema avançou e praticamente superou o outro. Com estes ambientes ocupados por personagens, algumas vezes com closes ou poses individuais destes mesmos personagens, Clô Escobar montou esta exposição.
          As referências mais fortes estão no universo da infância, as irmãs mais velhas, a professora de piano, as tias e, certamente, as mulheres interioranas com quem ela conviveu no seu dia a dia na Cidade de Santos, onde nasceu. O grotesco nesses rostos enfocados se confunde com a inocência, então a gente sente que Clô Escobar cumpriu um rigoroso roteiro amoroso ao fixar estas apaixonantes memórias visuais. A par da sinceridade da expressão exposta, aflora uma competência técnica, uma capacidade de traduzir pela pura matéria pictórica todo o drama destas criaturas de outro tempo, revisitadas e tornadas atuais pela mão que afetuosamente insiste em fazer lembras seus rostos atemporais.
          Bela pintura, coerente, forte e sedutora, a de Clô Escobar neste momento. Pode-se dizer que ela surge completa e responsável pelo caminho a trilhar. É exatamente uma dessas pintoras que poderíamos definir como condenadas ao seu ofício, porque o mundo que ela nos revela está repleto de nostalgia, pulsação e fervor, como fantasmas que pedissem, através de sua mão redentora, a sua vida que o tempo tentou usurpar.
(Walmir Ayala Rio, julho de 1989)