Cleide Lavigne faz um duplo recorte no espaço da imaginação criadora. Uma das regiões que ela plasma sobre a tela é habitada por formas ondulantes, nebulosas de pura cor, que parecem brotar do mesmo menancial que faz jorrar nossos sonhos. A outra região, de igual valor estético, nasce sob o império da ordem: faixas de retas coloridas que se entrelaçam, ou quadrados e retângulos que vazam portas dimensionais num universo de pura liberdade virtual. Em algumas obras predominam a futura do lirismo rítmico, que envoca a biologia secreta da vida, do micro ao macrocosmo. A conjunção desses dois reinos - geometrização e organicidade - cria uma rica tensão visual, um casamento de opostos que energiza nosso olhar para perceber a beleza das formas para além do figurativismo banal. Com seu duplo idioma plástico, Cleide nos reafirma o estatuto da liberdade de criação: os direitos do imaginário finalmente superam a ditadura do realismo cotidiano. (Mario Margutti - Abril 2001)

EXPOSIÇÕES
<<<>>> 2001 <> Espaço Cultural Gugut - Vargem Grande RJ
<<<>>> 2001 <> Bolsa de Valores do RJ
<<<>>> 2000 <> Espaço Cultural Alfa Barra - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro RJ