Batalha cruel
é essa,
que meu íntimo alucina,
que se algo se afasta,
algo vem e se aproxima.
Que se algo me
cala,
algo me solta a língua.
Se algo me arvóra e distrai,
outro chama atenção e encaminha.
Se algo me rompe
e me despe,
outro me cobre e conjumina.
Que se algo embeleza minha aura,
outro a transmuta em incísa.
Se algo a desprestigia,
vem outro e a eterniza.
Se sou uma escura estrada,
vem outro e a ilumina.
Até quando estas
dubias cores,
farão fogo cerrado em mim?
Que me querem para essa batalha,
dilema cruel assim.
Que me querem
prá esse joguete?
O que querem estes senhores emfim?
Serei eu mensageiro de paz.
Serei eu um profeta do fim.
Poesia
referente a Obra <<>> Anderson
Kelly (15/08/1998)