Das lembranças
do quartel,
estou a recordar,
de um boteco no caminho,
um bar de Trottoir.
À luz do candelabro,
cheiro de cerveja.
Sujeira constante,
o chão,paredes,no ar.
Do olhar da prostitutas,
das etílicas conversas,
no fundo sem sentido,
um belo Renoir.
Do Português que
dormia com a vassoura,
das crianças a mendigar.
Do bêbado implorando,
prá mulher lhe perdoar.
Das lembranças
do quartel,
sempre irei me recordar,
do lugar,das figuras,dos fatos,
daquele suburbano bar.
Poesia
referente a Obra <<>> Anderson
Kelly (03/04/1998)