Abençoados sois
vós carniceiros,
pois vivo de vossa labuta.
Louvados sejam as hienas,os abutres e vermes...
A espera de grande incêndio na floresta,
ansiando vagar em meio a cinzas da morte.
Com olhares vorazes...
Usando dentes e línguas pontiagudas.
A devorar carne inerte.
Sem sarcasmo.
Glória a vós carniceiros!
A caminhar curtas parágens,
alçar vôos razantes...
A percorrer subterrâneos.
Dó eu tenho de vós,
porque a vós... só resta isto mesmo.
Misericordiosos sois vós,
pois assim mesmo,
despertaram minha inspiração.
Muitos vos odeiam,benditos...
Pois vagam nas brumas,
retalhando carne incauta e indefesa...
Fazendo dela extrume.
Eu não!
Pois irônica e sábia é a natureza,da qual fazeis parte,assim
como eu.
E assim,das cinzas
da floresta,
nascerá fênix.
E do extrume que produzem carniceiros!
Nascerão vermes.
Assim como vós...
Carniceiros!
Poesia
referente a Obra <<>> Anderson
Kelly (04/11/1996)