Zulma
Werneck nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 23 de julho.
Formou-se
em Ciências Sociais pelo IFCS - UFRJ, pós-graduando-se
em Ciências Políticas pelo Instituto Universitário
de Pesquisas do Rio de Janeiro - IUPERJ - em 1979.
Autodidata,
vem expondo suas esculturas desde 1986 nas melhores galerias do
Rio de Janeiro, tendo recebido inúmeros prêmios em
salões e participando de conceituadas mostras.
"O
surrealismo de Zulma explora o binômio homem/natureza, revelando-nos
figuras humanas doces, sensuais e sinuosas, quase sempre como em
êxtase, enquanto se metamorfoseiam em elementos ou expressões
da natureza ou vice-versa, naturalmente, sem separatividade, num
hino à integração e harmonização
de tudo, dos seres e das coisas. É o Ying e o Yang, polaridades
aparentemente opostas e complementares que, na realidade, são
uma coisa só, o UNO, o TODO, em seus múltiplos aspectos,
regendo a magia da vida ..." (Fernando Ciaváglia - Artista
Plástico)
PREMIAÇÕES
<<<>>> Medalha de Ouro <> III Mostra de
Arte da AAPPRJ. Faculdades Integradas Estácio de Sá.
Rio de Janeiro - RJ - 1987
<<<>>> Troféu Palheta de Ouro <>
III Salão de Artes Armando Viana - Academia Brasileira de
Letras - Rio de Janeiro - RJ - 1987
<<<>>> Medalha de Ouro - II Salão de Artes
do Movimento de Mulheres do Rio de Janeiro - Câmara Municipal
do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ - 1986
<<<>>> Medalha de Prata - II Salão Cidade
de Resende - Resende RJ - 1986
<<<>>> Medalha de Prata - XV Salão de Belas
Artes do Clube Ginástico Português - Rio de Janeiro
- RJ - 1986
<<<>>> Medalha de Bronze - III Salão Cidade
de Resende - Resende RJ - 1987
<<<>>> Medalha de Bronze - I Mostra Internacional
de Arte. Academia Brasileira de Letras - Rio de Janeiro - RJ - 1986
<<<>>> Medalha de Bronze - II Salão da
ADESG - Clube Naval - Rio de Janeiro - RJ - 1987
<<<>>> Menção Honrosa - Mostra de
Arte do Século XXI. Academia Brasileira de Letras - Rio de
Janeiro - RJ - 1986
<<<>>> Menção Honrosa - II Salão
de Artes Luna 87: Homenagem a Salvador Dali - Museu do Telefone
- Rio de Janeiro - RJ - 1987
<<<>>> Menção Honrosa - IV Salão
de Artes Plásticas do Instituto São João Batista:
ARTISJOB - Rio de Janeiro - RJ - 1987
<<<>>> Menção Honrosa - II Salão
Rio-Arte - Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro
- RJ - 1996
<<<>>> Menção Honrosa - I Salão
do Aeroporto Internacional do Galeão - Rio de Janeiro - RJ
- 1997
<<<>>> I Lugar Categoria Escultura - Concurso
Estadual "Talento 94" do Ministério da Previdência
e Assistência Social - Rio de Janeiro - RJ
<<<>>> I Lugar Categoria Escultura - Concurso
Estadual "Talento 95" do Ministério da Previdência
e Assistência Social - Rio de Janeiro - RJ
<<<>>> I Lugar Categoria Escultura - Concurso
Estadual "Talento 96" do Ministério da Previdência
e Assistência Social - Rio de Janeiro - RJ
<<<>>> II Lugar Categoria Escultura - Concurso
Nacional "Talento 94" do Ministério da Previdência
e Assistência Social - Rio de Janeiro - RJ
<<<>>> III Lugar Categoria Escultura - Concurso
Nacional "Talento 95" do Ministério da Previdência
e Assistência Social - Rio de Janeiro - RJ
<<<>>> Homenagem da Câmara Municipal do
Rio de Janeiro - Destaque 1988 nas Artes Plásticas
<<<>>> Homenagem da Câmara Municipal do
Rio de Janeiro - Destaque 1991 nas Artes Plásticas
<<<>>> Homenagem da Câmara Municipal do
Rio de Janeiro - Destaque 1992 nas Artes Plásticas
EXPOSIÇÕES
<<<>>> Roberto Alves Galeria de Arte - Individual
- Rio de Janeiro - RJ - 1987
<<<>>> Fundação Mokiti Okada - Individual
- Rio de Janeiro - RJ - 1988
<<<>>> Galeria Arqtis - Coletiva - Uberlândia
- MG - 1988
<<<>>> Galeria Belgrávia - Coletiva - Uberaba
- MG - 1988
<<<>>> Galeria Grupo Disegno - Coletiva - Rio
de Janeiro - RJ - 1988
<<<>>> Galeria Tânia Tolomei - Coletiva
- Teresópolis - RJ - 1988
<<<>>> Centro Administrativo São Sebastião
- Coletiva - Rio de Janeiro - RJ - 1988
<<<>>> Roberto Alves Galeria de Arte - Coletiva
- Rio de Janeiro - RJ - 1988
<<<>>> Galeria Picasso - Coletiva - Campos - RJ
- 1988
<<<>>> Chalé das Artes - Coletiva - Rio
de Janeiro - RJ - 1988
<<<>>> Marina Barra Club - Individual - Rio de
Janeiro - RJ - 1989
<<<>>> Caixa Econômica Federal (Agência
Faria Lima) - Individual - São Paulo SP - 1989
<<<>>> Decor Galeria de Arte - Coletiva - Rio
de Janeiro - RJ - 1991
<<<>>> Caixa Econômica Federal (Agência
Carlos Sampaio) - Individual - São Paulo - SP - 1991
<<<>>> Caixa Econômica Federal - Centro
Cultural - Museu e Acervo - Av. Chile - Rio de Janeiro - RJ - 1991
<<<>>> Residência do Cônsul da Suíça
- Mostra Individual - Rio de Janeiro - RJ - 1992
<<<>>> Móbili Art. CasaShopping - Coletiva
- Rio de Janeiro - RJ - 1992
<<<>>> Almacén Galeria de Arte - Coletiva
de Inauguração - Icaraí - Niterói -
RJ - 1997
PARTICIPAÇÕES
<<<>>> EXPOSIÇÃO BENEFICENTE COLÉGIO REGINA COELI
- Rio de Janeiro - RJ - 1987
<<<>>> VI EXPOSIÇÃO DE ARTE "RIOBI" - Consulado
Geral do Japão - Rio de Janeiro - RJ - 1987
<<<>>> I TROC ARTE Museu Histórico do Exército
/ Forte de Copacabana - Rio de Janeiro - RJ - 1987
<<<>>> II TROC ARTE - Museu Histórico do Exército
/ Forte de Copacabana - Rio de Janeiro - RJ - 1988
<<<>>> I SALÃO SUL - MINAS DE ARTES PLÁSTICAS
- Itajubá - MG - 1988
<<<>>> MOSTRA DE ARTES FURNAS - CENTRAIS ELÉTRICAS
- Rio de Janeiro - RJ - 1988
<<<>>> SALÃO DO CONDOMÍNIO MIRANTE CRUZEIRO DO
SUL - Rio de Janeiro - RJ - 1988
<<<>>> COLETIVA PRÓ-IPREDE - Caixa Econômica Federal
(Agência Alte. Barroso) - Rio de Janeiro - RJ
<<<>>> I SALÃO "MD" DE PINTURA E ESCULTURA - Centro
de Arte Nova Friburgo - Nova Friburgo - RJ - 1992
<<<>>> I BIENAL DE VOLTA REDONDA - Volta Redonda
- RJ - 1992
<<<>>> CENTRO CULTURAL MARIA COTTAS - Exposição
Coletiva - RJ - 1994
<<<>>> II SALÃO RIO ARTE - Biblioteca do Estado
do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ - 1995
<<<>>> XXX SALÃO DE ARTES PLÁSTICAS - Clube Naval
do Rio de Janeiro - RJ - 1999
ACERVO
<<<>>> Conjunto Cultural da Caixa Econômica Federal
de São Paulo. Museu e Acervo. São Paulo.SP.
<<<>>> Acervo Sr. Jean Pierre Ballaman, Vice-cônsul
da Suíça.
<<<>>> Acervo Sra. Ruth Lima.
<<<>>> Acervo Sra. Mara Tagliari.
<<<>>> Acervo Sra. Vera Castro.
<<<>>> Acervo Sr. Rudolf Hilber, Cônsul da Suíça.
<<<>>> Acervo Construtora Wrobell-Hilf.
<<<>>> Acervo Sr. Disraeli J.A. Saback.
<<<>>> Acervo Sr. Bertand Lancksweert.
OBRAS EM:
<<<>>> Nova York, Estados Unidos;
<<<>>> Milão, Itália;
<<<>>> Hamburgo, Alemanha;
<<<>>> Viena, Áustria;
<<<>>> Berna, Suíça.
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Verbetes no Dicionário de Artes Plásticas Brasil de Julio Louzada,
volumes 5, 6, 8 e 12 de 2000.
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"Sinto-me
extremamente sensibilizada em poder dar meu parecer sobre o talentoso
trabalho de Zulma Werneck.
Corajosa
essa escultora que, como a vida, deve recomeçar do princípio, pois
é muito fácil abstrair formas e criar clichês para causar exclamações
superficiais; difícil é recriar no barro-bronze e dar vida a cada
peça.
O
bom escultor sabe que antes de destruir a forma é preciso saber
construí-la e, na nossa memória, estão gregos e romanos que nos
deixaram o esplendor do figurativo. Somos alunos atentos de Deus;
observadores da História da Arte que, através do tridimensional,
tentamos levar ao expectador o forte, o harmônico, o bom, o inventivo
e o autêntico, que existe numa peça escultórica.
Zulma
Werneck trabalha a figura da mulher com suavidade, leveza, graça.
Ao homem, como está escrito "Perpetuam ad Bíblia", cabe a beleza
da força; e vemos surgir figuras sérias, cheias de equilíbrio -
mas livres e independentes pela sua individualidade.
Há
também esculturas com o encontro mágico entre homem e mulher, no
supremo momento do prazer. Aí também Zulma cuida e valoriza o ritmo,
o movimento formal.
Escultura
e escultora são pois as palavras que devem ser usadas nesta rápida
apresentação, sem adjetivos supérfluos, mas sim usando argumentos
sérios para se falar de uma artista brasileira de forte personalidade,
que enfrenta os embates de críticos e outras correntes artísticas,
as quais teimam em deixar de lado o bom trabalho figurativo.
Essa
escultora é como sua obra: límpida e séria, conduzindo no barro
e em cada milímetro do bronze a sua criatividade, preenchendo o
espaço com o equilíbrio e a magia dos seus personagens.
Zulma
Werneck, com licença, quero ficar de pé - chamar a todos que apreciam
o belo e puxar o coro e o aplauso.
Escute
com atenção: Bravo!!!" (Marly Faro - Escultora)
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"Metamorfose,
dualidade, fusão, são os elementos sobre os quais Zulma Werneck
se apóia para registrar seu problema escultórico. O ser mutilado,
a florescência, o espaço aparentemente desabitado onde a vida se
reinventa (o busto e os pássaros) são algumas das metáforas desenvolvidas
por esta escultora, lutando com o instrumental pesado e complexo
da moldagem e da fundição. O questionamento da volta do corpo à
ordem natural, da continuidade orgânica da forma viva, em relação
ao paraíso perdido, são constantes deste adágio doloroso e restaurador,
sobre o qual o artífice pensa seu permitido sonho. À imagem e semelhança
do criador, a argila bíblica só teria seu real espelhamento, em
termos de beleza ideal, na estatuária greco-romana. A deformação,
ao contrário, esteve presente nas primeiras reproduções do homem
sobre si mesmo, e voltou permanentemente à baila, sempre que a natureza
humana se convenceu de sua falibilidade e declínio, muitas vezes
expressando através do corpo as crises espirituais e existenciais.
A escultura de Zulma inscreve-se neste roteiro que tem mais a ver
com a realidade perecível e mortal do homem em todos os tempos.
Especialmente neste fim de século e milênio, a escultura contemporânea
soube transmitir estas peles corroídas pelo pesadelo atômico, estes
corpos contorcidos e inacabados, ostentando uma sensualidade carbonizada.
Por vezes Zulma utiliza a alegoria para fixar determinada legenda,
como o caso das máscaras, parafraseando o amor, forjando um sentimento
de êxtase in extremis.
O
tratamento do metal obedece, na obra desta escultora, a uma variada
gama de texturas, do cintilante ao fosco, do áspero ao liso, do
relevo elaborado à aderência de detalhes figurados (raízes, pássaros).
Isto acompanha a riqueza do pensamento, que se compraz em manipular
o material como mostruário de possibilidades expressivas. Trata-se
de uma jovem artista cuja diversificação vai se canalizar em linguagem,
na medida do amadurecimento interior. Mas já marca o momento com
a força do ofício." (Walmir Ayala Rio de Janeiro, agosto de 1989)
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"Esta
talentosa escultora tem o dom de transportar imagens para o bronze,
que antes estiveram confinadas ao plano bi-dimensional. Seu surrealismo
fantasioso não deforma a imagem, transportando-nos, isto sim, ao
mundo onírico da fantasia, respeitando as dimensões e proporções
do real. Parabéns, Zulma, por um trabalho digno dos grandes mestres
do passado e do porvir."
(Marcelo Tchauer Artista Plástico. Rio de Janeiro, Janeiro de 1988)
